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Projeto Segurança Humana

Education

Proposta de formação em educomunicação para adolescentes de 15 a 18 anos em escolas públicas de São Paulo, integrantes das ações do Projeto Segurança

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O Projeto Segurança Humana é realizado na região de Itaquera, zona leste da cidade de São Paulo, onde se concentra uma população de aproximadamente 520 mil habitantes. As ações aconteceram em caráter piloto no sub-distrito de José Bonifácio e, no segundo ano, a partir de 2009, foram ampliadas para os sub-distritos: Itaquera, Parque do Carmo e Cidade Líder e a continuidade em José Bonifácio.


Atualmente, a iniciativa contempla 3 hospitais municipais, 25 unidades de saúde, 105 escolas e 65 instituições e lideranças comunitárias. As atividades desenvolvidas beneficiam direta e indiretamente cerca de 1.800 profissionais de saúde, 5.560 profissionais de educação – sendo 3.720 professores – além de 52.864 alunos, 240 adolescentes e 37 mil pessoas das comunidades.


A vulnerabilidade social das comunidades residentes nos bairros onde as ações acontecem justifica a escolha da região. Segundo dados da Fundação Seade para a subprefeitura de Itaquera, ocorreram 235,5 mortes por agressões e homicídios para cada 100 mil jovens de 15 a 24 anos no período de 2000 a 2002.

 

Além disso, tendo em vista que a região possui uma estimativa de 30.000 mulheres com idades entre 10 a 17 anos, mais um dado torna-se preocupante: 6,8% das jovens com idade inferior a 18 anos já são mães segundo o Atlas Municipal da Cidade de São Paulo, referente ao ano 2000. Pesquisas mostram que a maioria dessas jovens mães acaba abandonando os estudos e tornando-se ainda mais vulneráveis à pobreza, violência e problemas de saúde.

 

O projeto está diretamente ligado aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), pois contribuirá para a melhoria de indicadores relacionados à promoção da igualdade e equidade de gênero, redução da mortalidade infantil, redução da mortalidade materna, enfrentamento ao HIV/aids e outras doenças, melhoria na qualidade do ensino público, entre outros. Para as Agências da ONU, a cidade de São Paulo é uma parceira importante no processo de conquista dos ODM para o país, tanto pelo tamanho de sua população, quanto pelo lugar de destaque que ocupa no cenário nacional.

 

1. OBJETIVO GERAL

Formar em educomunicação e com ferramentas de educomunicação jovens integrantes do Projeto Segurança Humana, em três diferentes etapas de ação com seis diferentes módulos de formação para a produção de um Jornal Mural sobre as temáticas relacionadas à segurança humana.

 

2. PÚBLICO FAVORECIDO

 

Diretamente, cerca de 90 jovens entre 12 a 18 anos, estudantes de escolas públicas e gratuitas de São Paulo. Indiretamente, o projeto pretende alcançar o público escolar.

 

3. DESCRIÇÃO METODOLÓGICA

 

As atividades do projeto buscam criar um percurso formativo junto aos jovens levando em conta que o público do projeto já passou pelas etapas de reconhecimento de si e do grupo. Ao longo das seis atividades propostas pela Viração Educomunicação, espera-se que o adolescente esteja não apenas sensibilizado para a importância da comunicação, como também tenha desenvolvido ações comunicativas, aqui entendidas não apenas produtos físicos de comunicação, mas também estratégias de comunicação para a mobilização comunitária.

 

Sobre a educomunicação

Educomunicação é uma forma de conhecer e compartilhar o conhecimento usando estratégias e produtos da comunicação. É interessante notar que a palavra “comunicação” é derivada da palavra latina communis, da qual surge o termo comum em nosso idioma. Communis quer dizer pertencente a todos ou a muitos. Quando alguém se comunica, troca informações, torna determinado saber comum aos outros. Trata-se, desta forma, de um processo educativo por meio da comunicação, ou educomunicação. A educomunicação pressupõe o compartilhamento livre das informações, dentro da ideia que o conhecimento é para todos. A educomunicação foi, portanto, a metodologia escolhida pela Viração, para poder transformar a sociedade, divulgar e garantir os direitos humanos, mobilizar a sociedade. A educomunicação é uma metodologia que pensa e pratica a comunicação comunitária de forma colaborativa. Ou seja, não se trata apenas de desenvolver um jornal ou um programa de rádio, mas de fazer tais ações a partir da mobilização de pessoas da comunidade que juntas pensarão e desenvolverão os produtos. A educomunicação sempre leva em conta o contexto em que ela será usada. É somente a partir de uma pesquisa sobre para quem a comunicação está direcionada, qual é a linguagem e mídia mais adequada que se pode decidir quais serão os produtos gerados: vale boca-a-boca, jornal mural, blogs, rádio- qualquer meio e linguagem que faça sentido naquele lugar para aquelas pessoas.

Por meio da educomunicação aprendemos a:

- organizar e expressar melhor nossas ideias;

- trabalhar em grupo, porque o produto é resultado de um trabalho coletivo;

- perguntar e ouvir as pessoas;

- pesquisar sobre diversos assuntos, pois precisamos divulgar boas informações para nossos leitores, ouvintes ou espectadores;

- lidar com o poder, porque temos condições de influenciar outras pessoas;

- criticar, porque descobrimos como outras pessoas podem usar a comunicação para nos influenciar;

- trabalhar com tecnologias, o que nos ajuda na vida e na profissão que escolhemos”*

 

(*trecho retirado do fascículo: “Eu comunico, tu comunicas, nós educomunicamos”, do “Guia dos Direitos Sexuais e Reprodutivos”, iniciativa: Unicef, Viração, Bom Parto-Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, em parceria com Segurança Humana)

 

Uma explicação mais sintética sobre educomunicação: “O conjunto de ações voltadas ao planejamento, implementação e avaliação de processos, programas e produtos destinados a criar e/ ou fortalecer ecossistemas comunicativos abertos e criativos, em espaços de educação formais ou não formais, mediante a gestão democrática do uso dos recursos da informação, tendo como meta o pleno exercício da cidadania, garantido pelo reconhecimento do direito à expressão”. (Ecossistemas Comunicativos- Ismar de Oliveira, Núcleo de Comunicação e Educação da USP).

 

Com base nos conceitos apresentados acima, a formação proposta pela Viração trabalha todo o ecossistema no qual se pretende gerar comunicação, partindo de uma análise e descoberta sobre como eu me comunico, como o outro e o grupo se comunicam, como são os fluxos de comunicação no ambiente em que estamos e/ou queremos atuar, como podemos expandir nossa comunicação e aprendizados por meio de redes locais e virtuais.

 

Os temas que sustentam nossos debates sobre a comunicação são:

  • O Direito Humano à Comunicação;

  • O Direito Humano à Educação;

  • A participação e incidência política da juventude.

 

O foco do trabalho de educomunicação promovido pelas metodologias da Viração é sempre a transformação socioambiental.



4. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES



1º Encontro:

Mediação coletiva – Viração e SME

Sugestão de passo-a-passo

Apresentação do calendário formativo e objetivo dos cinco encontros;

Entrega de uma agenda com datas e horários de formação, contatos e sites das organizações parceiras, entrega de exemplares da Viração.

Roda de conversa sobre educomunicação e linguagens que serão trabalhadas na formação: Jornal Mural e Rádio; ênfase no como o conteúdo já apreendido na formação anterior temática pode ser difundido por meio da educomunicação;

Dinâmica das Linguagens: dividir o grupão em dois grupos. Em um dos grupos o mediador falará sobre jingles, perguntará quais conhecem, os deixará cantar livremente para depois dar o desafio de produzirem coletivamente um jingle com temática de prevenção HIV/Aids. No outro grupo o mediador entregará um material (Papel A3, canetas, revistas velhas) e dará o desafio de produzirem um cartaz de prevenção ao HIV/Adis. No final grupos apresentam e discutem sobre o potencial de mobilização da linguagem e forma coletiva e prazerosa que foi feita.

Definição dos grupos: após a dinâmica das linguagens mediador explica que a educomunicação será aprofundada nas duas linguagens durante a formação. Definir os dois grupos de trabalho: 13 alunos para Jornal Mural e 13 alunos para Formação em Rádio.



2º Encontro:

Abertura coletiva: Viração e SME

Grupo Jornal Mural – mediação Viração

Introdução da linguagem Jornal Mural; entrega das apostilas;

Leitura coletiva do texto da apostila “O Barato do Jornal Mural”;

Dinâmica de discussão sobre o suporte físico e design do Jornal Mural;

Dinâmica de discussão sobre o conteúdo do Jornal Mural e seu funcionamento como divisão em editorias, periodicidade de atualização, produção coletiva, mobilização para leitura e maior participação de outros adolescentes da escola;

Elaboração do pré-projeto editorial.

Encerramento coletivo: Viração e SME



3º Encontro:

Abertura coletiva: Viração e SME

Grupo Jornal Mural: mediação Viração

Dinâmica Chapeuzinho Vermelho: leitura da história infantil em grupo, adolescentes escolhem personagens, encenação de coletiva de impressa; repórteres entrevistam os personagens e tem o desafio de escrever uma notícia sobre o fato ocorrido na história;

Definição dos processos de produção e mobilização de um Jornal Mural: discussão coletiva e dinâmica da escada para definição de papéis, prazos e formas coletivas de produção.

Encerramento coletivo: Viração e SME



4º Encontro:

Abertura coletiva: Viração e SME

Grupo Jornal Mural: mediação Viração

Leitura coletiva dos textos produzidos;

Montagem coletiva do Jornal Mural;

Avaliação coletiva e discussão sobre a gestão e mobilização pós-produção do Jornal Mural e também sobre sua versão impressa;

Encaminhamentos finais para o encontro final na próxima semana.

Encerramento coletivo: Viração e SME.



5º Encontro:

Mediação coletiva: Viração e SME

Grupos Jornal Mural e Rádio discutem ainda isoladamente uma proposta de gestão e mobilização da aplicabilidade da linguagem no contexto do Segurança Humana;

Grupos apresentam os produtos midiáticos produzidos;

Avaliação Coletiva e discussão sobre a participação no evento da Unesco;

Encerramento.



 







 









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Coordenadora/Jornalista e Educomunicadora
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VIRAÇÃO em parceria técnica com UNESCO e UNICEF
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